Cleptomania: compulsão pelo furto

O impulso é caracterizado por adquirir objetos de outras pessoas, mesmo que desnecessários e, muitas vezes, sem nenhum valor monetário. Esse é, portanto, um dos fatores que o diferencia do ladrão. Antes do ato, ele vivencia momentos de tensão crescente e a realidade de possuir algo que não lhe pertence causa momentos de prazer para o cleptomaníaco. Ao furtar, seu cérebro libera dopamina, provocando sensações de prazer. Contudo, por último, após o furto, os sentimentos são de culpa e vergonha.

O transtorno costuma surgir no final da adolescência e no início da vida adulta, atingindo principalmente as mulheres. É um transtorno de difícil diagnóstico por haver preconceito até mesmo do próprio paciente. A cleptomania pode surgir combinada com outras doenças psiquiátricas, como depressão e transtorno de ansiedade. Quando o paciente busca ajuda médica, costuma ser por causa dessas outras doenças, e não em razão da compulsão pelos furtos.

É um transtorno que não tem cura, mas que, com o acompanhamento adequado, pode ser controlado. O tratamento envolve a terapia e o uso de medicamentos que ajudam a diminuir a impulsividade.