O que pode ser feito para mitigar as consequências da quarentena?

Durante grandes surtos de doenças infecciosas, a quarentena pode ser uma medida preventiva necessária. No entanto, esta revisão sugere que a quarentena é frequentemente associada a um efeito psicológico negativo. Os efeitos psicológicos da quarentena podem ser detectados meses ou anos depois. Sugere-se a necessidade de garantir que medidas eficazes de mitigação sejam implementadas como parte do processo de planejamento da quarentena.

A literatura sugere que a história psiquiátrica está associada ao sofrimento psicológico após sofrer qualquer trauma relacionado a desastres e é provável que pessoas com problemas de saúde mental pré-existentes precisem de apoio extra durante a quarentena. Também parece haver uma alta prevalência de sofrimento psíquico em profissionais de saúde em quarentena. O apoio a estes profissionais é essencial para facilitar o retorno ao trabalho. O período mais longo de isolamento está associado a piores impactos psicológicos da quarentena.

 

 

Impor uma forma de isolamento indefinidamente em cidades inteiras sem limite de tempo claro (como foi visto em Wuhan, China) pode ser mais prejudicial do que os procedimentos de quarentena estritamente aplicados, limitados ao período de incubação. As pessoas em quarentena, geralmente, temiam ser infectadas ou infectar outras pessoas. Elas também costumam ter avaliações catastróficas de quaisquer sintomas físicos experimentados durante o período de quarentena. Esse medo é uma ocorrência comum para pessoas expostas a uma doença infecciosa preocupante. E pode ser exacerbado pelas informações muitas vezes inadequadas que as pessoas relataram receber de autoridades de saúde pública, deixando-os incertos da natureza dos riscos que enfrentavam e por que estavam em quarentena.

Garantir que as pessoas em quarentena tenham uma boa compreensão da doença em questão e os motivos da quarentena devem ser uma prioridade. É preciso garantir que as famílias em quarentena tenham suprimentos suficientes para suas necessidades básicas. E fornecer o mais rápido possível. As pessoas em quarentena, geralmente, temiam ser infectadas ou infectar outras pessoas. Elas também costumam ter avaliações catastróficas de quaisquer sintomas físicos experimentados durante o período de quarentena. Esse medo é uma ocorrência comum para pessoas expostas a uma doença infecciosa preocupante.

E pode ser exacerbado pelas informações, muitas vezes inadequadas, que as pessoas relataram receber de autoridades de saúde pública, deixando-os incertos da natureza dos riscos que enfrentavam e por que estavam em quarentena. Garantir que as pessoas em quarentena tenham uma boa compreensão da doença em questão e os motivos da quarentena devem ser uma prioridade. É preciso garantir que as famílias em quarentena tenham suprimentos suficientes para suas necessidades básicas. E fornecer o mais rápido possível.

 

 

*Dr. Leandro Ciulla – Médico Psiquiatra, CREMERS 30501. Parte integrante de artigo publicado no Clube de Revista do Curso de Especialização em Psiquiatria da Associação Cyro Martins.