Ao comer sobretudo pelo bem-estar que sentem, muitas pessoas acabam dependentes dessa sensação de prazer

O mecanismo do vício no cérebro está diretamente relacionado com a rapidez com que o estímulo (substância) promove a liberação de dopamina*, bem como sua intensidade. As pessoas que se tornaram dependentes em comer, por exemplo, ao ingerir alimentos fornecem um atalho para o sistema de recompensa do cérebro liberando grande quantidade do neurotransmissor.

Acredita-se que a causa da compulsão alimentar tenha diferentes fatores ou vários juntos, como fatores hereditários, ambientais e socioculturais. A compulsão alimentar pode estar associada em indivíduos com transtornos psiquiátricos, tais como depressão e ansiedade, como também nos indivíduos que sofrem de transtorno bipolar.

Assim como outros impulsos fundamentais para a sobrevivência da espécie humana, o ato de comer com o propósito de alimentar-se provoca sensação de bem-estar, como uma espécie de recompensa do organismo. No entanto, é quando vê-se na alimentação apenas uma forma de “relaxar”, a alimentação começa a torna-se um potente suporte para situações de mal-estar, tal como quando um cigarro é acesso ou um copo de álcool é tomado.

Ao comer sobretudo pelo bem-estar que causa, muitas pessoas acabam dependentes dessa sensação de prazer. Quando se busca apenas recompensa emocional, passa-se não só a comer em maior quantidade, mas também a consumir substâncias com maior potencial de produzir dopamina. Esses alimentos, por outro lado, têm baixíssimo valor nutritivo para o corpo, como o chocolate por exemplo.

Vicio é uma palavra derivada do latim que expressa a ideia de “escravizado por” ou “vinculado.”

*neurotransmissor ligado à sensação de prazer.

Veja entrevista com Dr. Abelardo Ciulla sobre a Compulsão Alimentar.


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