Adotar diversos rituais próprios e cumpri-los à risca, o TOC afeta 3% da população mundial, segundo OMS

Esses rituais criados acabam por atrapalhar significativamente a rotina dessas pessoas

O Transtorno Obsessivo Compulsivo, o TOC, muitas vezes é usado como expressão de pessoas por vezes perfeccionistas ou “organizadas demais”, porém, é muito mais sério que uma simples preocupação. O TOC é caracterizado, principalmente, por uma ansiedade extrema e chega a atingir cerca de 3% da população mundial.

Para alguns profissionais médicos, o TOC não expressa uma resposta a traumas psicológicos do passado, mas evidencia uma disfunção da atividade cerebral. Assim, a pessoa tende a desenvolver rituais próprios, cumprindo-os imediatamente quando ocorre o contato com o motivo – gatilho – da obsessão. Por exemplo, se uma pessoa precisa checar se o gás está desligado para então conseguir dormir e, no entanto, não consegue pegar no sono até repetir essa ação diversas vezes, há fortes indícios de TOC.

Esses rituais criados acabam por atrapalhar significativamente a rotina dessas pessoas, de modo que, frente às “situações de gatilho”, o paciente de desestabiliza por sensações como perturbação intensa, angústia, sudorese, taquicardia, entre outras. Sintomas esses que somente são aliviados após o cumprimento do que manda o ritual adotado. Não fé difícil, portanto, imaginar o grande desgaste físico que o transtorno causa.

Para tanto, hoje se conta com tratamentos para amenizar os impactos da doença e, por vezes, estabilizar quase que completamente. O tratamento medicamentoso com psicanálise, por meio do diagnóstico psiquiátrico, bem como, a Terapia Cognitivo Comportamental, onde o paciente é submetido à situação de estresse (gatilho) e impedida de realizar o ritual habitual.