Quando se dá por conta o dependente químico já está praticamente desprendido da sociedade

Uma vez que se torna dependente de qualquer substância, o indivíduo permanecerá atento pelo decorrer de sua vida, necessitando portanto, acompanhamento constante.

A dependência química é tida pela Organização Mundial da Saúde como uma doença crônica, que normalmente atinge indivíduos que fazem ou fizeram uso excessivo de alguma droga, seja ela lícita ou ilícita. Os indivíduos que sofrem com este tipo de distúrbio se vêm sem alternativas para conter o vício, o que afeta a vida em todos os seus aspectos: vida psíquica, emocional, física e social.

Embora a motivação para usar uma droga não seja sempre a mesma – de uma simples curiosidade à busca imediata de prazer-, a dependência acaba quase sempre respeitando um padrão. Inicialmente, ocorre o descontrole do indivíduo no uso da substância, como usar abusivamente e/ou com frequência exagerada e em momentos inadequados. Buscando a sensação de prazer anterior os episódios tornam-se frequentes. O papel da droga passa a ser o de evitar o desconforto extremo que surgem ao cessar o uso da mesma. Nesta parte, o indivíduo já está quase que desprendido da sociedade e geralmente, precisa de ajuda médica.

No Brasil, a classificação aceita pelo Ministério da Saúde é o CID-10, que apresenta os seguintes critérios para diagnóstico de dependência química:

  • Tolerância: a redução da magnitude dos efeitos leva ao uso de doses cada vez maiores para atingir o efeito desejado;
  • Senso de compulsão: forte desejo de consumir a droga;
  • Abstinência: após a interrupção ou diminuição do uso, surgindo sintomas de desconforto como tremores, ansiedade, irritabilidade e insônia, levando ao uso da mesma substância (ou outra relacionada) para promover o alívio ou evitar tais sintomas;
  • Desejo de reduzir ou controlar o consumo, porém, sem sucesso;
  • Abandono de atividades prazerosas alternativas: maior parte do tempo gasto em prol do uso da substância;
  • Persistência ao uso: mesmo com o surgimento de manifestações nocivas e patológicas, como danos em órgãos e estados depressivos, resultantes do consumo crônico e excessivo, ainda se mantém o consumo.

Assista ao vídeo de animação do estúdio alemão Film Bilder chamado “Nuggets”. O conceito deste vídeo capta sucintamente a realidade dolorosa do vício. Isso explica a atração inicial, a visão do túnel que se segue e a conclusão praticamente inevitável. Ele também coloca em perspectiva a situação da pessoa viciada, convidando os espectadores a sentir empatia por eles em vez de desprezo.

É difícil assistir a este vídeo e não querer chamar qualquer pessoa em sua vida que tenha exibido sinais de alerta recentemente – o que faz “Nuggets” o desenho animado que poderia potencialmente salvar vidas. Clique aqui para assistir.