Depressão na Adolescência

Quase todas as pessoas, sejam jovens ou idosas, experimentam sentimentos temporários de tristeza em algum momento de suas vidas. No entanto, um quadro de depressão acarreta em sintomas específicos, com duração e gravidade suficiente para comprometer seriamente a capacidade de uma vida normal, podendo levar ao suicídio.

Estima-se que cerca de 5% da população mundial sofra de depressão. Segundo especialistas, a doença aparece pela primeira vez entre os 15 e 19 anos. Em meio a ebulição hormonal e o surgimento das primeiras tomadas de decisões, surgem indícios de perturbação emocional. Pesquisas mostram que cerca de 20% dos estudantes do ensino médio sentem-se profundamente infelizes ou têm algum tipo de conflito. O quadro tendem a agravar-se nos jovens inseridos em famílias que também estão em crise, seja por separação dos pais, violência doméstica, alcoolismo, dificuldades econômicas, doença ou morte.

O adolescente possui tendência natural para comunicar-se através de ações, em detrimento da palavra. Sendo assim, não raro, muitas soluções para seus conflitos são atos impulsivos que muitas vezes culminam em uso de drogas, ao álcool ou à sexualidade precoce ou promíscua. Angustiados e confusos, adotam comportamentos agressivos e destrutivos no meio social.

Entre adolescentes a depressão também pode ser “mascarada” por problemas físicos e queixas somáticas, como alterações de apetite que podem gerar até mesmo anorexia nervosa ou bulimia. O jovem deprimido confia pouco em si mesmo, experimenta alterações no sono, sente-se cansado, inquieto, desesperançado ou irritado, isola-se de amigos ou familiares, tem dificuldade de se concentrar nas tarefas, baixa autoestima e, nos casos mais graves, suicídio.

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