Importância de desmistificar noções equivocadas sobre pessoas com ansiedade

Existem algumas maneiras de se oferecer ajuda para indivíduos que enfrentam essa condição

Não raro, alguns quadros psiquiátricos são mais demorados em seus tratamentos devido à falta de informação não do paciente, mas do meio social em que vive. Muitas vezes de forma não intencional, a desinformação desfavorece muitas pessoas que sofrem de transtorno de ansiedade, por exemplo, patologia com diagnóstico muito comum no Brasil.

Desmistificar algumas noções equivocadas sobre o cotidiano das pessoas com ansiedade é um passo importante para facilitar e aumentar a convivência com todos. Os indivíduos que possuem transtorno de ansiedade não são necessariamente pessoas “fracas” como algumas pessoas acham. Sintomas como pânico e medo são apenas alguns dos possíveis componentes para a manifestação da ansiedade.

Para a psiquiatra americana Allison Baker, existem algumas maneiras de se oferecer ajuda para indivíduos que enfrentam essa condição, tais como perguntar ‘como posso ajudá-la?’ ‘o que posso fazer ou dizer para ajudá-la neste momento?”, diz ela. “Use uma orientação da própria pessoa, em vez de embarcar na suposição do que elas podem querer de você”, completa a médica.

Além disso, é comum acreditar que a ansiedade aconteça com essa ou aquela pessoa, com alguém que se convive, no entanto, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) foram 18,6 milhões de brasileiros vivendo com algum transtorno de ansiedade em 2015, e quase 12 milhões passando por problemas relacionados à depressão – muitas vezes decorrentes da ansiedade.


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