Quais são as doenças psiquiátricas mais incapacitantes?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) entre as doenças incapacitantes mais comuns em todo o mundo, a depressão só perde para as dores de coluna. Consideram-se incapacitantes aquelas doenças que, por serem crônicas e graves, acabam por afastar a pessoa de suas atividades profissionais e cotidianas.

Dificilmente, campanhas públicas de prevenção em saúde apontam para doenças mentais, fato que além de negligenciar o acesso à informação, aumenta o tabu em torno do tema. Para se ter uma noção, apenas em 2016, quase 200 mil brasileiros se afastaram do trabalho diagnosticados como portadores de distúrbios mentais.

Depressão:

A depressão lidera o ranking de doenças psiquiátricas mais incapacitantes entre os seres humanos. A depressão, ou transtorno depressivo maior, se manifesta por meio do sentimento de tristeza profunda, intensa e prolongada – devendo permanecer os sintomas por até duas semanas. Tudo sem qualquer causa aparente, ou manifesta-se como uma tristeza que vai muito além do fato ocorrido.

A depressão, além altamente incapacitante, possui uma incidência que se aproxima das 300 milhões de pessoas, ou quatro por cento da população do globo terrestre. Geralmente, o tratamento exige medicamentos indicados por um médico psiquiatra e sessões de psicoterapia.

Síndrome de Burnout:

Uma das doenças psiquiátricas mais incapacitantes das últimas décadas trata-se da síndrome de burnout. De caráter depressivo, a síndrome leva o paciente ao quadro de depressão de fato, devido ao esgotamento físico e mental, ligado à dinâmica, excesso, intensidade e ambiente de trabalho.

Na síndrome de burnout o paciente experimenta sintomas como nervosismo, tonturas, sofrimento psicológico, alterações da fome e sono, isolamento social, desesperança e fracasso e dores de cabeça.

Síndrome de Pânico:

Transtorno caracterizado por causar em um indivíduo uma crise repentina e intensa, podendo vir à tona em minutos ou segundos, causando dores no peito, falta de ar, tremores, sensação de desmaio, calorões e formigamentos. Além de sintomas dissociativos, como desrealização ou despersonalização.

Na síndrome do pânico, o medo de que as crises aconteçam a qualquer momento faz a pessoa deixar de realizar diversas atividades durante a vida, até mesmo aquelas que eram do seu cotidiano. O tratamento é realizado por um psiquiatra e deve ter duração de, pelo menos, seis meses.

Esquizofrenia:

Altamente incapacitante, a esquizofrenia é uma doença psiquiátrica onde o julgamento equilibrado e correto da realidade é dificultado, podendo levar parte desses indivíduos a experimentar alucinações, pensamentos desconexos e delírios. Além disso, pacientes com esquizofrenia tendem a interagir cada vez menos e perder progressivamente a capacidade afetiva. A esquizofrenia atinge 1% da população mundial.

Transtorno de Ansiedade Generalizada:

Também segundo a OMS, o Brasil é o país com maior taxa de pessoas que sofrem do transtorno de ansiedade. O distúrbio surge com nervosismo, angústia, preocupação duradoura e intensa em relação a assuntos ou situações futuras.

Diferentemente de episódios de ansiedade, naturais em casos de fatos novos ou diante de grandes expectativas – ver ansiedade antecipatória -, o transtorno de ansiedade é incontrolével pelo paciente e pode surgir nos momentos mais triviais.

Transtorno Bipolar:

Transtorno caracterizado principalmente pelas súbitas alterações de humor, indo de períodos eufóricos – mania – a períodos de depressão profunda. Na mania, o indivíduo experimenta uma exaltação do humor e um aumento da energia, sem qualquer relação com o momento da vida do paciente. Ainda na fase eufórica, a pessoa com transtorno bipolar está mais irritável, agitada, impulsiva, desatenta e obcecada por determinados assuntos.

Na fase depressiva, o paciente tem lentidão do pensamento – em contraponto à mente acelerada da fase da mania -, lentidão motora, dorme em excesso, humor deprimido, sem qualquer iniciativa e prazer para com as atividades que lhe eram agradáveis num passado recente.

Dependência Química:

Os transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas estão associados às doenças incapacitantes, tais como o álcool e outras drogas.