Luto Patológico

De modo geral – e originalmente -, o luto é caracterizado pelo forte sentimento de tristeza causado pela falta de alguém – geralmente – em decorrência do seu falecimento. O momento da perda é marcado por grande intensidade de emoções que, com o tempo deverão decrescer até figurar como uma lembrança.

Em seu processo natural, o indivíduo vivencia sentimentos ambivalentes entre a aceitação e o ajuste vivencial prático, ou seja, o mundo sem a pessoa perdida. O luto, porém, torna-se patológico quando não cumpre esse ciclo de forma adequada, apresentando três tipos de sintomas iniciais.

O ‘luto crônico’ tem duração excessiva e demora demais ou nunca alcança um término realmente satisfatório. O ‘luto ausente ou retardado’ onde, embora exista a reação de perda, o indivíduo não expresse condições suficientes para superá-lo. Por último, seria o ‘luto severo’ em que ocorre a intensificação deste sentimento.

As causas podem estar ligadas à postura de ‘adiamento ou negação do sentimento’ adotada. Dessa forma, o mecanismo do luto pode ser acionado posteriormente, em alguma situação de gatilho – muitas vezes com carga emocional menor – mas com poder suficiente para desencadear todo o processo latente.

O luto patológico pode estar relacionado intensidade de ligação e dependência afetiva com a pessoa perdida e/ou com a personalidade de quem vivencia o luto. Em momentos delicados como esse é pertinente buscar ajuda com psicólogo e/ou psiquiatra de modo a amenizar os impactos e concluir o ciclo de forma completa e ir, sobretudo, em frente.