Mentir compulsivamente pode ser um sintoma de ansiedade

 

Na psiquiatria, o transtorno que tem a mentira como principal sintoma é a Mitomania. Contudo, no caso deste problema, as histórias contadas buscam apenas conquistar aceitação e raramente prejudicam alguém.

Pesquisas indicam que as pessoas mentem sobre 25% do que falam, outro dado aponta que ouvimos cerca de 200 mentiras por dia. Mas esses números, apesar de intrigantes não devem ser considerados preocupantes, uma vez que misturam mentiras fisiológicas e patológicas.

Além da mitomania, dentro da classificação de mentiras patológicas estão as histórias criadas em proveito próprio e que prejudicam terceiros. Elas podem ser tanto traços de um conflito psiquiátrico de difícil tratamento, como a psicopatia, quanto sintomas de angústia ou mesmo uma evolução da mitomania. As mentiras frequentemente crescem como uma bola de neve e podem passar de brincadeira para doença, em alguns casos.

Histórias criadas sem má intenção são consideradas mentiras fisiológicas. Existem vários motivos para a chamada “mentirinha inocente”. Na maioria das vezes as mentiras são formas de consolo e servem para elevar a autoestima, como compensação, autovalorização ou saída para uma situação embaraçosa.

Mentira no trabalho

No ambiente profissional, por exemplo, segundo pesquisa da Universidade de Lancaster, 50% do homens mentem quando o assunto envolve coisas que eles não sabem fazer, índice que cai para 30% no lado feminino.

Com exceção dos casos de psicopatia, a mentira é sempre a amenização para alguma ansiedade. Por isso, o mais importante, seja o indivíduo um mentiroso compulsivo ou não, é o apoio irrestrito de quem detecta a mentira, sem criticar. Um possível sentimento de humilhação, aumentaria a ansiedade e também as chances de desenvolvimento do quadro de mentira patológica.