Obesidade pode ter origem emocional

Não raro, os problemas emocionais são percebidos como consequências da condição de obeso, contudo, conflitos e problemas psiquiátricos podem preceder o desenvolvimento deste problema. Doenças como depressão e ansiedade podem tanto ser consequência como desencadeadoras da obesidade. Pacientes obesos desconhecem mecanismos controladores de saciedade e apetite, o que somado a cultura do corpo perfeito, onde muitas vezes a forma é responsável pela aceitação e sucesso, ajuda a desencadear pensamentos disfuncionais.

Ao evoluir para um transtorno alimentar, passa a enxergar em pessoas magras autocontrole, competência, sucesso e felicidade, o que aflige a autoestima de pessoas acima do peso. A partir dessa ideia, ser magro parece ser a solução para todos os problemas da vida. Pensamentos como esse desencadeiam atitudes extremas, como comer ainda mais para aliviar a frustração de estar fora dos padrões, podendo levar um indivíduo com sobrepeso a desenvolver obesidade mórbida.

Remédios para o tratamento psiquiátrico da obesidade

Quando falamos em obesidade, o tratamento farmacológico raramente é a primeira opção terapêutica. O tratamento precisa ter abordagem multidisciplinar, a dietoterapia associada à psicoterapia, por serem modalidades não-invasivas, devem ser sempre priorizadas.

Por dietoterapia entende-se um planejamento alimentar que leve em consideração não apenas a perda de peso, mas a condição patológica e características físicas, nutricionais, psiquiátricas e sociais do indivíduo. Por psicoterapia entende-se a identificação da crença central e da crença intermediária que influenciam a situação de compulsão alimentar.

A partir daí, o trabalho sobre estes conflitos, bem como uma reestruturação cognitiva direcionada para a criação de novos hábitos, com o apoio de imagens orientadas, autoinstrução para equilibrar momentos de contenção e exagero, foco nos objetivos determinados e tranquilidade para resolução de outros problemas alimentares.

Quando conflitos psiquiátricos como os transtornos fóbico-ansiosos, depressão atípica, transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) e/ou síndrome do comer noturno levarem a ganhos graduais de peso, a farmacoterapia deve ser considerada.