Síndrome de Burnout

Em poucas palavras, a Síndrome de Burnout se refere ao esgotamento profissional, entretanto, seu surgimento é de cunho psicológico e pode ter relação com o ambiente de trabalho, ritmo e forma de trabalhar. O problema muitas vezes é confundido com estresse, porém, esse é apenas um dos sintomas presentes.

Considerado um dos grandes maus da atualidade, o problema foi incluído em maio de 2019 na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, utilizada para estabelecer tendências e estatísticas em saúde. Sua inclusão está no CID 10 como “Sensação de Estar Acabado” ou “Síndrome do Esgotamento Profissional”. A síndrome foi incluída, também, no capítulo de problemas associados ao emprego ou ao desemprego – código QD85. Com sua classificação, os especialistas pretendem criar uma linguagem comum a todos e abrir um canal de troca de informações entre profissionais da saúde mental do mundo inteiro.

Os sintomas da Síndrome de Burnout podem ser tanto físicos quanto psíquicos – ou os dois -, podendo o indivíduo experimentar dores, cansaço, desânimo, apatia, falta de interesse, irritabilidade, alteração de sono e tristeza excessiva. Esses sintomas podem ser causados por acúmulo de tarefas, responsabilidades, exigência, pressões sofridas, alta demanda de trabalho. Os componentes principais desencadeantes da Síndrome de Burnout são o esgotamento físico e mental, sensação de impotência e falta de expectativas.