Transtorno Desafiador Opositivo

Durante a educação das crianças é normal que ocorram conflitos entre pais e filhos. Mas quando a desobediência atrapalha a vida social ou escolar é preciso prestar atenção.

Quem sofre de transtorno desafiador opositivo não gosta de trabalhar em grupo, desafia professores e não cumpre as atividades em aula. No âmbito social, a criança tem dificuldade de se relacionar com iguais, se opõem a tudo, briga com figuras de autoridade e desafia orientações de adultos de forma geral.

Estudos mostram que a criança que vive em lares com pais agressivos ou com normas demasiadamente rígidas pode apresentar o transtorno. Outro gatilho importante é o núcleo familiar que utiliza métodos exatamente opostos ao mencionado. Ou seja, famílias sem regra alguma. Nesse cenário, a criança acaba manipulando o pai e a mãe e faz apenas aquilo que quer. Torna-se o “reizinho” da casa. Em qualquer caso, os pais também devem receber auxílio, pois fazem parte do problema.

O diagnóstico ocorre normalmente por volta dos seis ou oito anos de idade. Quando a teimosia passar dos limites, é preciso procurar a ajuda de um psiquiatra para avaliar a criança. O tratamento do transtorno desafiador opositivo inicia com um trabalho de psicoeducação, que acompanha o paciente e ensina aos pais novas estratégicas para lidar com ela. Medicamentos podem ser ministrados para tornar a criança mais tolerante, menos impulsiva, desafiadora e explosiva.

Para ajudar na recuperação dos filhos e na educação até mesmo de quem não tem a doença, é possível seguir algumas recomendações gerais. Os pais não podem desautorizar um ao outro na frente da criança, eles devem estar sempre de acordo quanto às regras impostas. Além disso, devem aproveitar o tempo com elas para interagir de verdade, fazer refeição junto, conversar, procurar saber como ele está, etc. E lembre-se: assim como é importante castigar quando a criança erra, também é importante recompensar quando ela acerta.