Utilização de metilfenidato cresce quase 800% no país

Segundo dados do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em 9 anos, o consumo de metilfenidato, princípio ativo da Ritalina, passou de 94kg para 875kg por ano.

Utilizada no controle do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), o metilfenidato aumenta a produção de dopamina, neurotransmissor responsável pelo humor, prazer, controle dos impulsos, entre outros.

Um estudo publicado em 2012 na Revista Brasileira de Psiquiatria revelou que apenas 19% dos brasileiros com TDAH fazem o tratamento com medicação. Sendo assim, o crescimento pode apontar a utilização indevida do tarja preta.

O metilfenidato é utilizado erroneamente por quem precisa manter-se ativo por longo tempo, como estudantes de concurso ou caminhoneiros em longas viagens. Além de causar vício, o uso constante do remédio sem a devida prescrição psiquiátrica desregula o organismo, podendo causar hipertensão, taquicardia, síndrome de perseguição e até alucinação e convulsões.

O tratamento com metilfenidato só é indicado para os casos mais severos de TDAH. Um transtorno leve pode ser tratado apenas com psicoterapia, no caso de crianças, com orientação também para escola e família.